Caso Brenner: Polícia Civil conclui inquérito e indicia suspeito por homicídio triplamente qualificado em Frutal
Frutal, MG — A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito policial sobre a trágica morte do menino Brenner, de apenas 4 anos. O crime, ocorrido no dia 10 de maio de 2026, chocou os moradores do município de Frutal e repercutiu em todo o país. As investigações foram finalizadas dentro do prazo legal de 10 dias e o caso já foi remetido à Justiça.
O delegado responsável pela pasta de homicídios, Dr. Fabrício Oliveira Altemar, detalhou a conclusão dos trabalhos e o indiciamento do autor. O suspeito responderá por homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de meio cruel, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.
Dinâmica dos Crimes e Alegação de “Surto”
O investigado, que foi preso em flagrante no dia do crime, optou por permanecer em silêncio em seu primeiro depoimento. Contudo, ao ser interrogado novamente no presídio pelo delegado, ele confessou os atos e alegou ter sofrido um “surto psicológico” em dois momentos distintos daquela data:
- Morte do animal: Na madrugada do dia 10 de maio, o homem amarrou as patas de um cachorro ainda vivo e o jogou em um lago. Imagens de segurança obtidas pela polícia confirmam o trajeto do suspeito saindo com o animal e retornando sozinho.
- Invasão e infanticídio: Já no final da tarde do mesmo dia, o homem invadiu a residência da vítima utilizando um capuz verde para cobrir o rosto, embora tenha sido reconhecido pela mãe da criança através da voz. Após render a mãe sob o falso pretexto de um assalto, ele foi até o quarto onde Brenner estava e desferiu vários golpes de paulada na cabeça da criança. O autor chegou a colocar o corpo do menino em um saco com a intenção de ocultá-lo.
A motivação do crime estaria atrelada a desavenças antigas com a mãe da vítima por conta de perturbação de sossego (som alto) na época em que eram vizinhos. O investigado também relatou ao delegado que possui histórico de internações em clínicas de reabilitação para dependentes químicos.
Sem envolvimento de terceiros
Durante as investigações, surgiram boatos locais sobre a possível participação da mãe do próprio autor no crime. No entanto, após analisar o aparelho celular dela e ouvir todas as testemunhas, o Dr. Fabrício Altemar rechaçou a hipótese, afirmando que não foi encontrado nenhum indício ou vestígio que apontasse o envolvimento da mãe do suspeito.
Próximos Passos na Justiça
O Ministério Público recebeu o inquérito enviado no dia 19 de maio e, sem requerer novas diligências, deve formalizar a denúncia. O acusado segue em prisão preventiva no presídio local. Com o andamento do processo legal e a realização das audiências de instrução e julgamento na comarca, a expectativa é de que ele seja levado a julgamento popular perante o Tribunal do Júri.
