Estaríamos no risco de um colapso do serviço público?

Após a demissão de 330 servidores públicos, vem-me o temor do colapso de alguns serviços da administração municipal. Digo isso porque desde a última quinta não tivemos mais nenhuma manifestação da administração quanto à contratação ou não de temporários até o concurso. Então, vejamos…

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Na sexta-feira seguinte ao anúncio das demissões, fiquei sabendo que o Posto de Saúde Central e o CASI ficaram sem vigilantes noturnos. Isso porque quem estava lá foi dispensado para tirar o dia de folga e cumprir o horário no sábado, já que não poderiam dobrar a carga de serviço. Felizmente nenhuma alma “penada” resolveu praticar atos de vandalismo por ali. Mas já demonstra uma deficiência caso novos vigias não tenham sido contratados.

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A respeito das garis tenho informação extra-oficial de que eram em torno de 90 e sobraram só 19. Não sei se é bem isso o que acontece mas, se for, daqui uns dias o lixo começa a se acumular pela cidade. E olha que nem quando eram 90 a rua da minha casa era varrida por garis. Imagine agora com o quadro extremamente reduzido?

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Sei que alguns poucos médicos foram dispensados. Já foram recontratados ou colocaram outros em seus lugares? As reclamações sobre o Frei Gabriel são constantes. Com menos médicos, poderão ficar maior.

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Sem contar o transporte escolar que ficou reduzido nessa história toda, como pude ouvir hoje pela Rádio 97FM.

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Espero que os serviços não entrem em colapso. Se nenhuma medida for tomada para contornar essa redução de servidores, temo que esses efeitos passem a ser sentidos em 45 – 60 dias.

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Enquanto isso pessoas que moram em casas isentas de cobrança de IPTU disseram para mim que receberam cobrança esse ano. E algumas cobranças de impostos prescritos para empresas também têm sido remetidas…

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Parando por enquanto por aqui. Vou ali dar uma voltinha lá longe e volto quando o caldeirão esfriar.

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rodrigoportari

Jornalista, professor universitário, Dr. em Comunicação.

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