Calor intenso incomoda população e traz prejuízos para Frutal

O início do ano de 2014 foi considerado o mais quente da história desde que as temperaturas começaram a ser registradas no país. O Sol forte castigou os frutalenses e trouxe com ele outros riscos: o de apagão elétrico provocado por falta de chuvas no leito dos rios onde estão situadas as usinas hidrelétricas e o de racionamento de água com a baixa dos reservatórios. Além disso, lavouras de grãos estão correndo risco e disparou o consumo de energia dado ao grande número de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores utilizados para refrescar a população.

A reportagem do Jornal Pontal e Jornal da 97 foi às ruas para ouvir o que os frutalenses têm a dizer sobre esse momento atípico vivido no país. Para o zelador Zumar Ferreira Flávio (Nico), de 63 anos, o serviço de cuidar das praças ficou mais “pesado” com o forte calor e a falta de chuva para irrigar canteiros e flores. “A gente não aguenta, o cimento esquenta demais e temos que procurar a sombra para descansar um pouco para refrescar e continuar o trabalho debaixo desse Sol. Em vista do que era, esquentou demais. A gente até estranha”, reclama.

Para sanar um pouco do problema, previsões da metereologia apontam para uma chegada de uma frente fria na região de Frutal a partir do dia 17 de fevereiro. Junto com elas há a possibilidade de chuvas e de uma queda nas temperaturas. Enquanto isso não ocorre, é preciso se precaver e não exagerar no uso da água ou de energia, como orienta o gerente da Copasa, Luís Fernandes Batista. “Captamos água do Ribeirão Frutal, que tem um volume bom de vazão, mas a estiagem tem reduzido esse potencial. Até o momento, não corremos o risco de racionamento em Frutal, mas se manter essa estiagem pode ser que isso aconteça. Mas por enquanto estamos dentro da normalidade, mas fica o alerta para as pessoas consumirem aquilo que precisam e não desperdiçar água”, orienta.

Já para o homem do campo há também o problema do risco de diminuição da produção ou mesmo perda de plantações inteiras. Os problemas estão sendo monitorados pela Emater e o engenheiro agrônomo Joel Couto afirma que o problema é geral. “Persistindo a seca prolongada, os produtores terão perdas. A preocupação é constante e torcemos para a chuva chegar e amenizar esse quadro”.

A preocupação se dá pelo período de formação de grãos, que acontece exatamente em janeiro. Para garantir a produção é preciso de umidade e bastante água e muitos produtores de soja já começam a contabilizar prejuízos. Enquanto as chuvas não aconteçam, resta aos produtores a expectativa de que as previsões da meteorologia se confirmem nos próximos dias.

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Reportagem produzida pela equipe de jornalismo da Rádio 97FM e Jornal Pontal

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