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O que está funcionando em cibersegurança em 2026: gestão de identidades se consolida como a principal estratégia para reduzir riscos na América Latina

A One Identity compartilha as principais lições do primeiro semestre de 2026 e as prioridades que as organizações devem adotar para fortalecer sua postura de segurança ao longo do restante do ano.

Julho de 2026. A inteligência artificial está redefinindo o cenário da cibersegurança na América Latina. Durante o primeiro semestre de 2026, o crescimento acelerado de agentes de IA, APIs, contas de serviço e ambientes de tecnologia operacional (OT) aumentou significativamente o número de identidades que as empresas precisam proteger. Ao mesmo tempo, os ataques que utilizam credenciais legítimas consolidaram-se como uma das ameaças mais frequentes e difíceis de detectar.

De acordo com a One Identity, o uso de credenciais roubadas e de técnicas de engenharia social potencializadas pela inteligência artificial substituiu os ataques tradicionais, tornando as identidades, sejam humanas e não humanas, o novo perímetro de segurança. Muitas organizações ainda mantêm senhas antigas, contas órfãs ou privilégios excessivos, o que facilita o acesso de cibercriminosos sem que seja necessário explorar vulnerabilidades técnicas.

“Hoje, o grande desafio já não é apenas impedir que um invasor entre na rede, mas identificar quando uma identidade válida está sendo utilizada de forma anômala. Para isso, as empresas precisam combinar processos de governança com soluções inteligentes capazes de detectar comportamentos suspeitos e responder em tempo real”, afirma a One Identity.

A empresa destaca que as organizações que fortaleceram sua gestão de identidades apresentam maior capacidade de reduzir riscos. No entanto, a adoção do modelo Zero Trust ainda é limitada na América Latina, onde poucas empresas implementam de forma integrada capacidades como a administração do Active Directory, Gestão de Acessos Privilegiados (PAM), Governança e Administração de Identidades (IGA) e Gestão de Acessos (Access Management).

Para o segundo semestre do ano, a One Identity recomenda priorizar iniciativas que gerem resultados rápidos sem exigir grandes projetos. Entre elas estão a implementação da autenticação multifator (MFA), o fortalecimento da administração do Active Directory para automatizar admissões, movimentações e desligamentos de usuários, a proteção de contas privilegiadas por meio de soluções de PAM e a realização periódica de revisões de acesso com base no princípio do menor privilégio.

A empresa também ressalta que a inteligência artificial não está apenas ampliando as capacidades dos atacantes, mas também pode se tornar uma aliada estratégica quando incorporada a soluções avançadas de gestão de identidades. No entanto, alerta que adotar IA sem controles adequados de identidade e acesso não garante uma proteção efetiva.

Como prioridade para o restante de 2026, a One Identity recomenda que os líderes de TI revisem suas políticas de acesso, monitorem a qualidade e a atualização das senhas, assegurem uma gestão eficiente do ciclo de vida dos usuários e avancem na adoção de um modelo integrado de proteção de identidades. “A continuidade dos negócios dependerá cada vez mais da capacidade das organizações de saber quem acessa quais recursos, com quais privilégios e por quanto tempo”, conclui a empresa.

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rdportari

Jornalista, professor universitário, Dr. em Comunicação