Prefeitura e Sebrae se unem para fortalecer a pesca no Garimpo do Bandeira

Apesar de carregar o nome de Garimpo do Bandeira, a atividade de extrair metais e pedras preciosas da natureza já não faz mais parte da realidade das famílias que vivem no povoado, que está localizado a cerca de 30 quilômetros de Frutal.

A renda da maioria das famílias ainda advém da natureza, mas agora a atividade que leva o sustento para as casas dos moradores do lugar é a pescaria. Mas, infelizmente, essa ocupação ainda não é suficiente para proporcionar tranquilidade financeira e conforto para os moradores do povoado, que muitas vezes são obrigados a deixarem o Garimpo do Bandeira em busca de uma vida melhor.

Para tentar mudar essa realidade, a Prefeitura de Frutal e o Sebrae se uniram para criar ferramentas e ações para agregar mais valor ao peixe que é comercializado pelas famílias que vivem no povoado. Para isso, o primeiro passo foi promover um encontro entre os homens e mulheres que vivem da pesca no Garimpo com representantes da Secretaria de Cultura, Lazer, Esportes, Turismo e Inclusão, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Parcerias e Inovação e do Sebrae.

A reunião contou com a presença de um número expressivo de pessoas que se mostraram muito interessadas e empolgadas em participarem do projeto que pretende levar renda, qualidade de vida e emprego para o Garimpo do Bandeira.

De acordo com a secretária de cultura, lazer, esportes, turismo e inclusão, Edimar Reis, a ideia inicial era implantar um projeto de produção e venda de artesanato, uma ação que contaria com a participação das mulheres da comunidade. “Estivemos aqui o ano passado, mas após vermos as reais necessidades da população achamos por bem trazer o pessoal do Sebrae para nos auxiliar e dar uma espécie de consultoria para a população do local”.

Já o secretário de desenvolvimento econômico, parcerias e inovação, José Luiz de Paula Neto, ressaltou que o Sebrae ficará responsável por repassar e ensinar conceitos sobre empreendedorismo, marketing e vendas para a comunidade. “Uma maneira de tentar agregar maior valor no produto comercializado por eles. Mas esse encontro foi só o pontapé inicial precisamos estabelecer um plano de trabalho com metas e prazos para que esse projeto realmente saia do papel e verdadeiramente mude a vida dessas pessoas”.

Eduardo Ramos, que é consultor especialista em agronegócio do Sebrae, disse que mesmo que a pescaria se torne a atividade principal dos moradores do Garimpo, o artesanato poderá se tornar uma fonte de renda a mais para os moradores do local. “Isso porque é possível fazer artesanato de ossos de peixes, mas isso é uma etapa que pode ser pensada mais adiante. Queremos nesse início mostrar que é possível viver bem com o dinheiro da pesca, basta criarmos ferramentas para agregarmos mais valor ao produto e isso se faz através da criação de uma associação ou de uma cooperativa e investimentos no processamento e armazenamento desse pescado”.

Elio Salvio Borem, que já foi vereador e vive no povoado, disse que essa foi uma das reuniões mais importantes que ele participou no povoado. “Eu amo esse lugar e não quero que ele desaparece, mas isso só vai acontecer se criarmos condições para que as pessoas tenham renda e dignidade”.

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