O HidroEx na mídia nacional e uma pergunta: por que até hoje nenhum material foi utilizado?

aereaO Instituto HidroEx novamente volta ao cenário nacional por meio e reportagens de denúncias. Dessa vez a Rede Record esteve no local e filmou milhões de reais em equipamentos que estão se deteriorando em salas do local, além de embarcações e obras inacabadas que já teriam consumido R$200 milhões. Nesse aspecto, podemos dizer que os responsáveis já estão respondendo juridicamente por tudo isso – inclusive com entrevista da promotora Maria Constância sobre o assunto – e todos já sabem das pessoas que estão detidas sob acusação de desvios de recursos e tudo mais.

Um outro ponto que me incomodou na reportagem – e não estou fazendo aqui defesa a ninguém, apenas querendo entender melhor as coisas – é que o atual governo de Minas Gerais já está há quase dois anos de seu atual mandato. Nesse período, tivemos um vice-presidente do HidroEx que é de Frutal, além de um presidente nomeado e uma série de servidores contratados para trabalhar no local. Acredito que aqueles equipamentos encaixotados e se deteriorando seja de conhecimento dessa equipe que assumiu o Instituto. Será que em quase dois anos o governo – ou essas equipes – não pensaram em dar destinação a esses materiais no sentido de que pudessem ser utilizados?

É sim, muito triste, ver computadores, microscópios entre tantos outros equipamentos de alta tecnologia se deteriorando por ali. E saber que logo ao lado parte desses materiais poderiam estar sendo utilizados pela UEMG. Não todos, óbvio, mas, ao invés de vê-los estragando, poderiam ser emprestados para a Universidade. Da mesma forma as embarcações que estão lá estragando poderiam ser cedidas para cursos como o de Geografia pudessem fazer trabalhos de campo no Rio Grande, por exemplo. Enfim, se por um lado há um erro da gestão anterior pela compra antecipada – e pelas denúncias até superfaturamento nas compras – desse material, por outro, o atual governo poderia tê-lo colocado em uso, mesmo que sob forma de empréstimos, para que o nosso dinheiro (sim, dinheiro público) não ficasse no desperdício.

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Rodrigo Portari

Jornalista, doutor em Comunicação.

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