Coronavírus: “não dá pra pensar em vida normal antes de junho”, diz secretário de Saúde de Minas

As medidas de isolamento social adotadas em Minas Gerais para contenção do coronavírus ainda não têm data para terminar. O secretário de Estado de Saúde de Minas, Carlos Eduardo Amaral, em entrevista à Rádio Itatiaia nesta manhã (13), disse que “não dá para pensarmos em vida normal até junho”.

Ainda de acordo com o secretário, os próximos dias serão de maior incidência para a doença. “Entendemos que maio e junho serão épocas de maior transmissão. Algum grau de isolamento será mantido. Da forma que é hoje vamos ajustando conforme o andamento da epidemia”, disse Amaral.

Na última semana (9), a pasta informou que trabalha, atualmente, com pico da doença a partir de 5 de maio.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) divulga os boletins diários, normalmente no período do fim da manhã, para atualizar a situação da pandemia em Minas. Contudo, nem sempre os balanços trazem todas as mortes confirmadas por prefeituras.

De acordo com o secretário, o atraso se deve à formalização. “Cada prefeitura tem sua estatística e ela tem que alimentar a rede estadual de dados para que sejamos comunicados. Pequenas diferenças normalmente acontecem. Em 24h, 48h no máximo eles comunicam ao Estado e entramos em alinhamento”, alega.

Máscaras para proteção

Inicialmente recomendada apenas para quem tinha sintomas, as máscaras são indicadas para toda população. O secretário ressalta que, além de proteger a própria pessoa, ela evita que pessoas assintomáticas transmitam a doença. “Importante lembrar que muito da sociedade vai ter contato com o vírus, mas não ter sintomas”, explica.

As medidas adotadas, segundo Amaral, têm objetivo de evitar sobrecarga do sistema de saúde. “Significaria pessoas ficarem sem condição de receber atendimento. Toda sociedade tem que trabalhar junto. Fazer o isolamento social, as medidas de cuidado pessoal, toda sociedade é orientada a usar máscara”, finaliza.

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