Perspectivas ou “a quem interessar possa”

Nunca uma experiência fotográfica veio tanto a calhar para mim. Desfrutando da Experiência Escher, no Iguatemi-São José do Rio Preto, o artista propõe uma reflexão de forma muito sutil: a perspectiva.

As imagens acima (e quem me conhece sabe que não sou de utilizar fotografias por aqui) demonstram bem uma realidade cabal da nossa vida: enxergamos tudo por uma perspectiva e, geralmente, optamos por ver aquela que melhor nos “convém”. O resultado disso? Muitas vezes escolhemos o ângulo errado ou, na pior das hipóteses, o menos favorável.

Enxergar as coisas com outro olhar, com outro ângulo, é um exercício que demanda muito esforço. Talvez seja essa a razão de sempre optarmos pela perspectiva mais fácil, ou seja, aquela que melhor se encaixa naquilo que queremos acreditar.

Talvez, olhando por outro ângulo, vejamos muito mais do que acreditamos. Lembro-me de uma célebre cena do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, onde o novo professor de literatura manda que os alunos subam em cima da mesa antes de iniciar as aulas. Num colégio de educação extremamente ortodoxa, a atitude do professor causa estranhamento nos alunos. Relutantes, eles acatam o pedido do professor. E descobrem que o mundo pode ser muito maior do que aquele que eles conheciam sentados como estátuas na mesma posição durante as aulas.

Ou seja… as perspectivas estão aí para serem exploradas. Basta que criemos coragem, deixemos a vaidade de lado e passemos a observar as coisas com o “Olhar do Estrangeiro”, como propõe Fayga Ostrower em texto homônimo a essa expressão.

Bom começo de sexta a todos!

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