Uma crônica sobre Neymar

Vi Neymar jogar pela primeira vez ainda na Copa São Paulo, quando o Santos mandou seus jogos no estádio do Teixeirão, em Rio Preto (SP). Na oportunidade, no dia que fiz essa foto, era apenas uma grande promessa do time.

Curiosamente, o Santos não levou o título naquele ano. Foi desclassificado na semifinal pelo Cruzeiro. Nesse mesmo dia tive a oportunidade, ao lado do meu irmão Sérgio Júnior, de conversar com aquele moleque magrelo, orelhudo e que muitos apontavam como um craque. De início, a impressão não foi boa, confesso. Passou por todos sem sequer falar oi.

Depois de uns cinco minutos, voltou para onde estávamos conversando com o treinador Narciso e com o ex-goleiro Edinho, filho de Pelé. E lá Neymar, com boné e grandes correntes de ouro, ficou. Conversou com a gente, brincou e até cantou. Confesso que não tirei uma mísera foto dele. Aliás, nem imaginava que ele se tornaria a esperança do futebol brasileiro.

Hoje, domingo, após o final do jogo do Santos, o último com a camisa branca do time que torço, foi muito bacana ver todos os jogadores do Flamengo ir até ele, pegar na mão, dar aquele abraço e desejar boa sorte. Melhor ainda foi ele dizer que esse foi o fim só de sua primeira passagem pelo Santos e que não era um adeus, mas sim um “até logo”.

Neymar, agora atleta do Barcelona, com certeza vai fazer o país vibrar muito. Assim eu espero. E hoje, aos 30 anos, ao ver esse “moleque” ir embora para a Europa, sinto a mesma sensação quando vi Ronaldo fazer o mesmo para brilhar lá no Velho Continente.

E só posse desejar ao moleque magro e orelhudo que tenha boa sorte. E, claro, agradecer pelos gritos de gol e pelos títulos que ajudou meu Santos a conquistar.

Tomara que, a partir de agora, o brasileiro deixe de ser tão “clubista” e passe a enxergar o craque que ele é. E que ele traga a todos nós mais duas taças: a das Confederações e a do Mundo.

Esse, acredito eu, é o destino dos craques.

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