Denúncias de desvios de verbas e superfaturamento atingem APAC de Frutal

O Ministério Público de Frutal recebeu denúncias de desvio de verbas e superfaturamento ocorridos dentro da administração da APAC, a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de Frutal.
Nos últimos três dias a repórter Fernanda Montalvão e o editor do Jornal Pontal, Rodrigo Portari, estiveram apurando todos os detalhes envolvendo as denúncias apresentadas ao promotor e também em redes sociais na internet.
A repórter Fernanda Montalvão conversou com várias pessoas que afirmam que realmente existe o desvio, mas, temem se expor alegando que existem muitas pessoas poderosas envolvidas.
Uma das pessoas informou que um dos casos existentes foi o de uma geladeira comprada para a instituição, que teria o valor real de R$900 reais, porém, o proprietário da loja teria feito uma nota fiscal no valor de R$2.300, superfaturando o seu preço. A geladeira supostamente teria sido paga com um cheque da APAC e o dono da loja teria devolvido o troco para uma dessas pessoas envolvidas no esquema.
Outra denúncia feita estaria em torno dos trabalhos realizados na marcenaria que funciona no local. Segundo a fonte, na maioria das vezes os funcionários que realizavam o serviço não eram pagos. A madeira teria apenas nota de entrada, mas nunca de saída.
Também acompanhando o caso, o editor do jornal pontal, jornalista Rodrigo Portari, entrou em contato com a Federação Brasileira das APACs, em Itaúna. Na conversa por telefone que teve com o representante da entidade, Rinaldo Cláudio, foi confirmado que existem denúncias contra a diretoria anterior da APAC em Frutal e que, inclusive, a APC estaria sob intervenção.
De acordo com Rinaldo Cláudio, o presidente da APAC de Frutal juntamente com a diretoria teriam indicado Paula Queiroz como interventora para apurar as denúncias em frutal
Na manhã desta sexta-feira o editor Rodrigo Portari entrevistou o promotor Alam Baena Bertolla dos Santos. Ele confirmou ter recebido a denúncia dos possíveis desvios de verba ocorridos na APAC pela própria diretoria da entidade. De acordo com o promotor, notas fiscais adulteradas foram apresentadas ao ministério público
Ele destacou que a federação de assistência aos condenados reforçou a denúncia de desvio de verba pela gestão anterior da apac, sendo que ficou a cargo da atual diretoria fazer as apurações necessárias, já que a denúncia partiu dos próprios diretores.
Alam Baena lembrou que não é a primeira vez que diretores da apac se envolvem em irregularidades. A principal suspeita é de que as adulterações de notas fiscais e desvios de verbas tenham acontecido na gestão anterior da APAC, afirma o promotor.
O presidente da APAC de Frutal, Marco Aurélio Epaminondas França, conversou hoje pela manhã com a repórter Fernanda Montalvão a respeito das denúncias. Ele confirmou a existência das denúncias e afirmou que a própria diretoria fez a representação ao ministério público sobre o caso.
O presidente da APAC reforça que a se forem confirmadas as irregularidades os responsáveis responderão judicialmente pelo fato
França afirma que as irregularidades ocorreram na gestão de padre Márcio Ruback, porém, acredita que o pároco não sabia do que estava acontecendo.

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