Advogado de Romero Menezes vê prisão injusta e sem provas

O advogado José Pereira Guedes, que defende o vereador Romero Menezes, detido na Operação Dejá Vu, questionou a prisão de seu cliente na manhã de ontem em entrevista à Rádio 97FM. Na avaliação de Guedes, a prisão de Romero teria motivos políticos e particulares e que, em seu entendimento, ele não poderia ser acusado dos crimes pelos quais foi indiciado. “O próprio denunciante, no depoimento dele, prestado ao delegado, disse que emprestou dinheiro duas vezes para o vereador eleito Nenê Finuh, alegando que fez isso porque o Nenê estava desempregado. Mas essa é a mesma acusação que ele fez contra os colegas dele”, argumenta.

Conforme o advogado, o ato de prisão é baseado no “talvez” e no “quem sabe”, já que não teria visualizado no inquérito nenhuma prova material ou contundente de que seu cliente tenha cometido crime de corrupção passiva. Para Guedes, a prisão é arbitrária e desnecessária, já que tiveram seus direitos políticos suspensos e estão vedados de adentrarem ao prédio da Câmara Municipal. Para o vereador, seu cliente tem sua ocupação profissional e jamais iria “pegar uma ninharia aí para sujar o nome dele”.

Na visão de José Guedes, a polícia deveria aguardar a eleição no dia 1 de janeiro para esperar a votação a fim de saber se haveria crime consumado ou não. “Os atos preparatórios para um crime não podem ser punidos. Aí dizem se eles podem perder o mandato. Como? se eles nem assumiram ainda? Não há nem de se falar nessa hipótese. É o mesmo caso de um bacharel em Direito que não tem OAB. Esse é o caso deles. Eles só foram então apenas diplomados. Quando eles tomarem posse, aí sim serão vereadores. Investigado? Pode ter mil investigações. Quero saber se tem prova, porque o Direito Penal só trabalha com provas”, questiona.

Os sete vereadores continuam detidos na SUAPI. Apesar dos pedidos de habeas corpus já impetrados no Tribunal de Justiça, nenhum deles conquistou ainda a liberdade.

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