Policiais de Uberlândia suspeitos de roubo a carga em Frutal começam a ser ouvidos pela justiça

1412serendipeComeçaram nesta terça-feira (13) as audiências de instrução dos 18 presos na Operação Serendipe, desencadeada pelo Ministério Público Estadual (MPE). Dentre os detidos, há 12 policiais civis, com cargos de investigadores, escrivães, inspetores e um ex-delegado de Uberlândia. Segundo o MPE, eles têm envolvimentos em diversos crimes, como extorsão de quadrilhas.

Os policiais estão detidos na Casa de Custódia do Policial Civil, em Belo Horizonte, enquanto os outros envolvidos estão no presídio Jacy de Assis, em Uberlândia. Ao todo, 32 testemunhas, entre defesa e acusação, devem ser ouvidas até a próxima sexta-feira (16). A audiência de julgamento e sentença dos casos está marcada para janeiro de 2017.

O MP distribuiu a operação em oito processos, que tramitam na 4ª e 2ª Vara do Fórum Abelardo Pena. O primeiro processo se refere ao roubo de uma carga de carne em Frutal (MG), ocorrido no dia 19 de maio deste ano, e teve as primeiras testemunhas ouvidas nesta terça-feira (13).

Os policiais civis Hélcio Modesto Junior, Marcelo Martins Costa e Wemerson Ramos da Silva, além do dono de um frigorifico e o filho dele, foram acusados pelos crimes de receptação, formação de quadrilha e roubo. Até o final da manhã, cinco testemunhas foram ouvidas. Todas elas devem passar por acareação com Hélcio Junior, conhecido como Juninho Play.

Núcleos operacionais

Conforme apurou o CORREIO de Uberlândia, os processos da operação Serendipe foram separados em dois “núcleos”. Um deles, o “informacional”, envolve policiais civis que levantavam informações de crimes a serem cometidos por quadrilhas de roubo de cargas.

A partir destas informações, eles prendiam as quadrilhas em flagrante e depois exigiam parte dos lucros para liberar os criminosos. Três fatos ligados a esse núcleo são apurados.

O segundo núcleo, que corresponde a cinco processos julgados na 4ª Vara, seria diretamente ligado a roubos, como no processo contra Helcio, Marcelo e Wemerson, apontados como executores de uma ou mais etapas de um roubo da carga de carnes avaliada em R$ 400 mil.

Além dos acusados, ao menos quatro empresas, sendo um delas uma revenda de carros de luxo situada no bairro Brasil, setor central de Uberlândia, estariam envolvidas em alguma fase dos crimes apurados pela operação. Duas dessas empresas foram fechadas.

Fonte: Correio de Uberlândia

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