Caso suspeito de varíola dos macacos em Frutal está em investigação pela Saúde

Esta foi a informação passada na manhã desta quarta-feira, dia 03 de agosto, durante coletiva de imprensa concedida pela coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Catarina Silva Oliveira Clemente.

Ela informa que assim que foi notificada sobre o atendimento feito esta semana a um homem de 28 anos em um hospital da cidade, a Vigilância foi até a residência do casal onde fez as orientações necessárias em termos de medidas de segurança e sobre o isolamento de 14 a 21 dias, período recomendado conforme protocolo da Secretaria de Estado da Saúde (SES) até que o resultado seja divulgado oficialmente.

Ainda de acordo com Ana Catarina, o paciente está morando e trabalhando na cidade há sete meses, não tem histórico de viagem e sim, teve contato com duas pessoas do seu local de trabalho que também não viajaram e apresentaram sintomas de varicela (catapora). “Neste caso, ele foi orientado a procurar o hospital. Os exames de sangue e das lesões na pele foram apenas como precaução seguindo o protocolo da Secretaria de Estado da Saúde. O material foi encaminhado para a FUNEDE de Belo Horizonte e a previsão é que o resultado saia na próxima semana”, afirma.

A coordenadora da Vigilância informa que a varíola do macaco é uma doença causada por um vírus, ela ocorre entre humanos por meio de contato direto com as lesões da pele de pessoas infectadas e através das secreções, tosse, fala, espirro ou objetos contaminados. “A pessoa pode apresentar lesões em várias parte do corpo que se assemelham à varicela antigamente denominada de catapora”, a doença pode causar íngua, dores de cabeça e muscular, fraqueza, calafrio e febre. “Lembrando que este paciente atendido no hospital apresentou apenas lesões pelo corpo”, destaca.

Como medidas de prevenção à varíola, Ana Catarina orienta o uso de máscara bem ajustada. Por se tratar de doença transmissível por secreção e por meio de feridas, é fundamental que se evite contatos próximos. “A recomendação é que a pessoa com suspeita tenha um local privativo na residência, use máscara o tempo todo e mantenha os cuidados de higiene como lavagem das mãos”, observa.

Mesmo que a varíola dos macacos seja uma doença de baixa letalidade, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica pede à pessoa que apresentar algum sintoma suspeito que procure imediatamente uma Unidade, os serviços de saúde do município ou o hospital.

Em relação ao tratamento, ele é feito baseado nos sintomas que pode ser febre e lesões na pele que causam coceiras. Neste caso, o médico recomenda o uso de anti-inflamatório e antitérmico.

Uma importante observação feita por Ana Catarina é que a varíola pode ser confundida com outras doenças já conhecidas da população: sífilis e herpes zoster. Em relação à sífilis o teste rápido foi feito na manhã desta quarta-feira e já foi descartado. “É muito prematuro afirmar qualquer coisa neste momento. Conforme recomenda o protocolo da Secretaria de Estado da Saúde, é preciso aguardar o resultado da coleta do material para que aí sim, tenhamos uma informação oficial”, finaliza.

Rodrigo Portari

Jornalista, doutor em Comunicação.

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