Fala, Portari

“I close my eyes

Only for a moment, and the moment’s gone”…

Sexta de manhã. Sentado em meu escritório que montei dentro de casa, passo a uma rotina diária de produção de textos para o Blog. Entre uma e outra conversa no computador ou aqui em casa, lembro-me de buscar um texto recebido na tarde de quinta e que havia, propositadamente, deixado para o próximo dia a fim de fazer justiça ao assunto: a inauguração do Centro de Diagnósticos Caio Narcio, em Iturama.

Leio o texto da jornalista Gê Alves, que gentilmente o enviou. Ali encontro relatos de pessoas muito caras a mim, como o meu amigo Narcio Rodrigues. Mas o que faz os olhos encherem e a cabeça ir longe – a ponto de parar o que estava fazendo para escrever esse texto – é ver o nome de Caio Narcio estampado na fachada do prédio.

Uma homenagem, sem dúvida. Mas, mais do que isso, para quem conheceu e conviveu com Caio, não há como não lembrar daquele “menino” que nos deixou aos 34 anos. Particularmente convivi com Caio Narcio toda a minha vida. Por ser um pouquinho mais velho e pela amizade que unia meu velho pai Sérgio Portari e Narcio, lembro de ver a mãe de Caio grávida. Lembro-me do nascimento e de carregar ele como um bebê.

Depois a vida de idas e vindas dos nossos pais, nos colocava dias muito próximos, dias distantes, mas sempre com o laço de amizade. Vi Caio crescer. Vi se transformar num homem fantástico. O vi ser eleito deputado federal. E acompanhei toda sua luta pela vida.

Enquanto o pensamento viajava nessa história, o streaming do Spotify que me acompanha quando estou escrevendo, me coloca no ar Dust In The Wind… É para arrebentar esse que vos escreve, sem dúvida.

Como diz a música: fechamos os olhos por um momento, o momento se vai. E somos todos poeira ao vento. Caio Narcio nos deixou cedo no plano terreno. Mas, de onde está, continua vibrando boas energias para nós.

É um nome na fachada. Mas o quanto ele continua vivo em nós!

Rodrigo Portari

Jornalista, doutor em Comunicação.

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