Deslizamento destrói casarão do Séc. XIX em Ouro Preto. Defesa Civil isolou área minutos antes

Um deslizamento de terra destruiu um casarão do século XIX da Prefeitura de Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, e um imóvel onde funcionava um depósito, na manhã desta quinta-feira (13). O acidente ocorreu no Morro da Forca, localizado no centro histórico da cidade.

Segundo a Defesa Civil Municipal, ninguém se feriu. A prefeitura afirmou que o casarão histórico já estava interditado desde 2012, quando outro deslizamento ocorreu no local. Na época, os técnicos do município concluíram que não havia segurança para a ocupação do imóvel.

“Foi um deslizamento de grande proporção. Felizmente os imóveis estavam vazios. O casarão estava fechado justamente por causa do risco”, afirmou o coordenador do órgão, Neri Moutinho.

Segundo a Defesa Civil Municipal, ninguém se feriu. A prefeitura afirmou que o casarão histórico já estava interditado desde 2012, quando outro deslizamento ocorreu no local. Na época, os técnicos do município concluíram que não havia segurança para a ocupação do imóvel.

“Foi um deslizamento de grande proporção. Felizmente os imóveis estavam vazios. O casarão estava fechado justamente por causa do risco”, afirmou o coordenador do órgão, Neri Moutinho.

Os bombeiros não souberam informar quantas pessoas tiveram que ser evacuadas.

Segundo a corporação, o talude ainda apresenta instabilidade. Se houver outro desmoronamento, há possibilidade de um hotel e um restaurante serem atingidos.

A Defesa Civil de Ouro Preto orienta que as pessoas não passem pela região. Segundo o coordenador Neri Moutinho, toda a população ribeirinha foi orientada a sair de casa até que seja feita uma avaliação completa dos riscos.

“Depois da análise, vamos falar para os moradores se eles podem ou não retornar para as suas residências”, disse.

“A vegetação é natural, no entanto é insuficiente para garantir a estabilidade em caso de movimentos semelhantes a esse. O que provocou esse movimento foram a declividade da própria encosta, as características geológicas que são típicas na região e o, que foi mais importante, que nós chamamos de gatilho de falha, foi o grande volume de chuvas acumulado desde o dia 26 de dezembro”, explicou o geólogo Charles Murta, da Defesa Civil de Ouro Preto.

Fonte: G1

Rodrigo Portari

Jornalista, doutor em Comunicação.

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