Daquelas pessoas que marcam a infância e um dia se vão…

Na tarde de ontem fui surpreendido pela notícia da morte do popular “Chico do Alvorada”. Na verdade, na segunda-feira havia ouvido notícias de que ele estaria com problemas de saúde mas, confesso que, ignorava a gravidade. Logo por volta das 6 da tarde de ontem, uma mensagem do meu irmão Sérgio Portari me informava do falecimento do querido Chico.

Ele é uma das pessoas que marcaram minha infância de “moleque do Alvorada”. Durante anos a fio eu, meu irmão Sérgio e um grande grupo de amigos, frequentamos o clube para jogar bola, tênis, nadar, passar o tempo… enfim, viver aquela infância lá da década de 90, sem internet, celular ou TV por assinatura. E, quem estava lá, desde sempre? O Chico… A sua presença se confundia com a própria vida do clube. Mesmo nos últimos tempos, já adulto, pai, sempre que eu chego ao APC o olho passeia por aquela paisagem já esperando ver a figura dele sentado em algum dos bancos, no quiosque, ou andando de lá para cá. É como se, de alguma forma, resgatasse na memória aqueles tempos de “molecagem”, sem compromisso ou preocupações.

Várias foram as vezes que conversamos, brincamos, “agitamos” um ao outro. Ele sempre bem humorado, sempre disposto a sorrir para a gente mesmo das brincadeiras ou piadas mais sem graça que tivéssemos. A morte de Chico leva também um pedaço dessa infância minha… aliás, mais um pedaço dela vivida e construída aqui em Frutal. À família e amigos dele, meus sentimentos. Para mim, aquela sensação de que “o tempo está passando mais rápido do que deveria”.

Obs: foto copiada lá do facebook do amigo Rodrigo Cardoso Ferreira, da Rádio Cultura 105FM.

Rodrigo Portari

Jornalista, doutor em Comunicação.

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