Caso Claitinho termina com 3 absolvições e 2 condenações de 9 e 17 anos de prisão

 

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Terminou há pouco o júri da morte de Claiton de Souza, o Claitinho da Vila. O julgamento teve início na manhã de terça-feira e se encerrou por volta da 1 da manhã dessa quinta. No banco dos réus, havia cinco pessoas: Rafael “Gaguinho”, Flávia Tomaz (enfermeira), Fabinho da Rute, Didigo e Womerson Fu. Todos foram acusados de participar da morte da vítima.

No entanto, ao final da sessão, três pessoas saíram absolvidas: a enfermeira Flávia, Rafael Gaguinho e Fabinho da Rute foram inocentados pelo corpo de jurados, ou seja, não ficou reconhecida a participação ativa deles nos dois atentados que resultou na morte de Claitinho.

Já Womerson Fú foi condenado há 9 anos de cadeia, sendo que, como é reincidente na prática do crime, deve cumprir pelo menos dois quintos da pena antes de conseguir ir para o regime semi-aberto. O outro condenado foi Rodrigo “Didigo”, que pegou 17 anos de prisão pelo homicídio e pela tentativa de homicídio contra o irmão de Claitinho, que foi baleado dentro do hospital. No entanto, como o crime não foi considerado hediondo, ele deverá cumprir 1/5 da pena em regime fechado, assim, no início de 2016 já deverá estar em regime semi-aberto.

Conversei há pouco com o advogado Ricardo Rocha, que defendeu Flávia Tomaz e Didigo. Ele se mostrou satisfeito com o resultado do júri, já que além da morte de Claitinho, seus clientes também respondiam pela tentativa de homicídio de Jader de Souza, irmão de Claitinho que estava com ele no quarto do hospital Frei Gabriel no dia do crime. “Estamos satisfeitos com a sentença proferida pelo egrégio tribunal do júri. Foi feita a justiça da forma como deve ser. Só para ilustrar, se todas as acusações feitas pela promotoria fossem acatadas, a pena de Didigo chegaria até a 40 anos. No entanto, os jurados entenderam que os fatos não foram como os apresentados na denúncia e tivemos algumas de nossas teses acatadas, o que resultou na condenação de 17 anos”, explica.

Essa foi uma das sessões do júri mais longas da história da cidade, passando por mais de 60 horas entre seu início e seu encerramento.

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Rodrigo Portari

Jornalista, doutor em Comunicação.

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