Projeto da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro volta à discussão

O projeto referente à criação da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro (RMTM) seguiu para análise da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Conforme o Projeto de Lei Complementar nº 36/2015, apresentado pelo deputado Elismar Prado, essa iniciativa se trata do PLC nº 32/2012, de autoria da ex-deputada Liza Prado (PT) e visa construir a Região Metropolitana de Uberlândia. Em contato com a assessoria de imprensa da ALMG, fomos informados que o projeto, quando é desarquivado, volta à proposição inicial, ou seja, terá que passar novamente por todas as comissões.

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O projeto original, que solicitava a criação da Região Metropolitana de Uberlândia, citava que iria abranger Araguari, Monte Alegre de Minas, Prata, Indianópolis, Veríssimo, Campo Florido, Tupaciguara e Canápolis, bem como dava oportunidade aos distritos que se emancipassem, por desmembramento pertencente a essa região, futuramente, passar a integrá-lo. Porém, depois de várias reuniões públicas e outras ações políticas, acabaram sendo anexados alguns substitutivos, sendo anunciada a Criação da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (RMTMAP). Ela seria composta por: Araguari, Araxá, Campina Verde, Campo Florido, Frutal, Guimarânia, Ituiutaba, Iturama, Monte Carmelo, Patos de Minas, Patrocínio, Pirajuba, Prata, Perdizes, Sacramento, Uberaba e Uberlândia.

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Esse assunto não é novidade, volta à pauta de discussões e eu sou um tanto quanto contrário à ele. Não vislumbro nenhuma vantagem para os municípios menores (incluindo Frutal) quando se fala de uma Região Metropolitana. Teríamos, em tese, duas grandes cidades referências para todos municípios menores: Uberlândia e Uberaba. Na minha visão, a criação da RMTM só vai servir para canalizar mais investimentos para essas duas cidades sob a alegação de que vão “receber todo o passivo de saúde, segurança, etc” da região.

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Enfim, vamos aguardar para ver a tramitação disso aí. Mas não me agrada. Nem um pouco.

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Rodrigo Portari

Jornalista, doutor em Comunicação.

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