Rio Preto confirma mais sete casos de sarampo

Fonte: Diário da Região – Foram confirmados nesta segunda-feira, 9, mais sete casos de sarampo em Rio Preto, totalizando 25 ocorrências positivas neste ano na cidade, que não registrava a doença desde o ano 2000. Os resultados foram divulgados pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. Ainda há suspeitas sendo investigadas.

De acordo com o boletim epidemiológico, os novos casos são em crianças de 1, 4, 5 e 6 anos imunizadas com duas doses da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), ou seja, o esquema completo. Os outros pacientes são uma criança de 1 ano que ainda não havia sido vacinada e dois adultos com idade entre 30 e 59 anos – um com uma dose da vacina e outro sem comprovação de imunização.

De acordo com Andreia Negri Reis, gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, os sete pacientes evoluíram bem e sem complicações. Não houve necessidade de internação. Dentre os outros pacientes, somente dois bebês ficaram internados, por no máximo dois dias, mas se recuperaram bem.

Andreia garante que a Saúde está fazendo o bloqueio vacinal em quem teve contato com pessoas com suspeita de sarampo.

Na região de Rio Preto, são pelo menos 64 ocorrências positivas nos municípios de Catanduva, Fernandópolis, Guapiaçu, Jales, José Bonifácio, Meridiano, Mirassol, Olímpia, Tabapuã e Votuporanga.

O vírus é altamente transmissível e cada caso positivo pode dar origem a pelo menos outros dez. Os micro-organismos ficam suspensos no ar por até uma hora. O período de transmissão também é alto: a pessoa infectada pode passar a doença por dez dias, seis deles antes de apresentar o principal sintoma do sarampo, que são manchas vermelhas pelo corpo.

Quem tem até 29 anos só estará protegido se tiver duas doses da vacina contra a doença; dos 30 aos 59 anos uma dose é suficiente e idosos não precisam ser imunizados, pois possivelmente tiveram contato com o vírus quando ele circulou anteriormente.

De acordo com Andreia, de 3% a 5% das pessoas não desenvolvem imunidade completa contra a doença com a vacina. “Depende da própria resposta imunológica da pessoa, às vezes por uma questão genética não faz imunidade. Mas quando entra em contato com o vírus a gente espera que tenha os sintomas mais leves, que é o que a gente tem observado”, afirma.

No Brasil, quatro pessoas morreram por complicações do vírus: três no estado de São Paulo, sendo duas crianças e um adulto, e uma criança no estado de Pernambuco

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rodrigoportari

Jornalista, professor universitário, Dr. em Comunicação.

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