Prefeita de Itapagipe reduz próprio salário, do vice e de secretários municipais

As prefeituras mineiras enfrentam dificuldades cada vez maiores para o fechamento de suas contas e se agrava neste final de ano com a falta de repasses constitucionais como ICMS além da dívida do Estado de Minas que somente com Itapagipe beira R$ 4 milhões

Diante da situação, a prefeita Benice Maia anunciou algumas medidas de economia. Vai começar reduzindo o próprio salário, de sua vice e de seus secretários municipais, adotar, novo horário de atendimento nas repartições públicas e solicitar ainda mais economia dos servidores na execução dos serviços no dia a dia.

“A partir deste mês estou reduzindo meu salário, da vice-prefeita e do secretariado em 20%, vamos mudar o horário de atendimento para das 8hs às 13hs, mas vamos manter os serviços essenciais no mesmo horário e UPA 24hs. Peço para que nossos servidores ajudem nesta economia para baixarmos as despesas e conseguirmos pagar a Folha em dia. Gestos simples como apagar uma luz, não usar ar condicionado, aproveitar mais os materiais usados em seus serviços no dia a dia, coisas que eles já fazem mas que pedimos encarecidamente que tenham cada vez mais esse cuidado, porque no final somando tudo representará uma economia importante”, disse Benice.

O setor contábil da Prefeitura de Itapagipe também sinalizou que, caso estas medidas não sejam suficientes, mais contingenciamento terá que ser feito por força dessa dívida do Estado para com o município.

PIMENTEL NÃO PAGA E ZEMA FALA EM DOIS ANOS PARA REGULARIZAR REPASSES

A dívida do Governo de Minas, gestão de Fernando Pimentel (PT), com a Prefeitura de Itapagipe já beira os R$ 4 milhões e não há previsão de que haja pagamento até o final do ano. O Governador Eleito Romeu Zema (NOVO) disse em entrevista a Rádio Itatiaia de BH, nesta segunda-feira (06/11), que a situação pode levar dois anos para ser regularizada.

De acordo com a Associação Mineira de Municípios esse número totalizou dia 31 de outubro a cifra de R$ 3.930.563,19 com saúde, educação (FUNDEB – verba de pagar professores da educação básica).

Prefeitos dos 853 municípios mineiros continuam pressionando o Governo do Estado para pagar os recursos que são de direito dos municípios, inclusive entraram com ações na Justiça para tentar receber os repasses constitucionais que estão sendo confiscados pelos cofres do Estado. Os valores totais em Minas beiram R$ 10 bilhões.

Como diretora da AMM, ela esteve em BH, onde se reuniu com mais prefeitos e Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado para tratar do assunto da falta de repasses, principalmente do FUNDEB, que serve para pagamento de professores das escolas municipais. Também participou, nesta segunda-feira (06/11), de reunião no TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), onde ajudou a AMM a pedir ‘socorro’ ao judiciário para que ajude as prefeituras a receber repasses constitucionais.

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rodrigoportari

Jornalista, professor universitário, Dr. em Comunicação.

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